domingo, 24 de março de 2013

ARI e Protocolo DAN!



O médico Bernard Rimland, cientista PhD e também pai de Mark, que nasceu em 1956, diagnosticado com Autismo aos dois anos de idade, não se conformou com a visão limitada da sociedade médica que tratava o Autismo como uma doença mental proposta por Leo Kanner. Na década de 1960, fundou o Autism Research Institute (Instituto de Pesquisas no Autismo) e a partir de 1980 junto com mais dois médicos, Sidney Baker e John Pangborn, deu origem ao movimento DAN! (Derrote ou Combata o Autismo Agora!). Publicou um livro, em 1964, “Infantile Autism” (Autismo Infantil), no qual demonstrou que o Autismo era uma desordem biológica e que terminou toda uma era de se pôr a culpa nos pais, já que naquela época existia a teoria da “mãe geladeira”.
Durante sua pesquisa, Rimland, descobriu que a análise de comportamento aplicada (ABA, na sigla em inglês) era uma grande intervenção para o Autismo. Ele fundou o ARI, em 1967, para divulgar a técnica de intervenção comportamental, bem como para promover a busca de tratamentos biomédicos eficientes.
O ARI se tornou uma organização de pesquisa e de fonte de informações para tratamentos seguros, com o propósito de corrigir as causas centrais do Autismo. Hoje, a agenda em crescimento inclui: oferecer fundos para pesquisas sobre tratamentos eficazes; manutenção das websites (autism.com e autism.org) para fornecer informações médicas e educacionais sobre o Autismo; colaboração com o Instituto Nacional Americano de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (National Institute of Child and Human Development, da Universidade de Mayland) para pesquisas a respeito das causas e efeitos do Autismo; compilação de enquetes com pais, para determinar quais os tratamentos para o Autismo são benéficos e quais não são; entre outros.
Em 1994, Sidney M. Baker, sugeriu um projeto que reuniria especialistas em cada aérea da pesquisa do Autismo, para compartilhar conhecimento, criar novas idéias e começar o progresso na busca de tratamentos biomédicos eficientes e até curas para o Autismo. Rimland aceitou imediatamente este desafio e com a ajuda do Dr. Baker e Dr. Jon Pangborn, nascia o projeto Deafeat Autism Now! (DAN)!.
 Em 1995, fez a primeira conferência do DAN!. O objetivo do movimento DAN! é “se dedicar a exploração, validação e disseminação de intervenções biomédicas cientificamente documentadas para indivíduos dentro do espectro autístico, por meio da colaboração de médicos, cientistas e pais”. A experiência desse grupos mostra que muitos casos de Autismo podem ser causados por estresse oxidativo, metilação inadequada, disfunção das mitocôndrias e distúrbios na sulfatação. Na visão DAN!, o comportamento autista se mantém em um tripé que envolve os sistemas imunológico, intestinal e endócrino. Esse protocolo baseia-se em tratar pessoas no espectro autista por meio do comportamento do processo metabólico de cada indivíduo.
Bernard Rimland acreditava que os grandes avanços no campo do Autismo e outros Transtornos Invasivos do Desenvolvimento ocorrem quando os profissionais colaboram com os pais, que são os verdadeiros especialistas sobre o que funciona e o que não funciona com seus filhos. Como resultado, médicos e pesquisadores afiliados ao Deafeat Autism Now! ouvem os pais e outros profissionais de saúde que relatam sucesso com tratamentos investigacionais ou que oferecem idéias a respeito de possíveis intervenções. 
O ATEC (Checklist de Evolução no Tratamento do Autismo) é uma listagem em forma de questionário elaborada pelo ARI – Instituto de Pesquisa no Autismo – para verificar o desenvolvimento obtido pela pessoa com Autismo durante seu tratamento e/ou a cada intervenção iniciada.


Postado por: Michele às 22h18
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Transtornos Invasivos do Desenvolvimento


Autismo


Indo ao dentista


Encontrando o consultório adequado:
É importante encontrar um dentista que tenha experiência em tratar indivíduos autistas. Você pode procurar saber se o dentista tem um questionário que você possa preencher antes de sua consulta. Caso não tenha, você pode utilizar o questionário fornecido neste guia (converse com o dentista antes da consulta):
- Informe ao dentista qual o melhor horário do dia para seu filho.
- Descreva as preocupações ou desafios que podem apresentar-se durante a consulta.
- Verifique se ele tem fotos do consultório para que você possa analisá-las junto com seu filho antes da consulta.
Preparando-se para a consulta odontológica:
Você pode preparar seu filho antes de ir ao dentista. Para algumas crianças, um planejamento visual pode ser útil para que eles saibam o que vai acontecer durante a consulta. Você também pode experimentar praticar com seu filho sentar-se em uma cadeira reclinável. Talvez você precise ensinar cada uma das etapas a seguir para que ele compreenda as instruções do dentista:
- Colocar as mãos na altura de seu estômago;
- Colocar os pés em linha reta;
- Abertura ampla;
- Manter a boca aberta;
- Contar seus dentes;
- Limpar com uma escova elétrica;
- Fazer exame radiológico;
- Cuspir na pia;
Talvez cada etapa precise ser vencida individualmente. Muitos dos instrumentos utilizados em uma consulta odontológica podem ser comprados na farmácia. São eles:
- Lanterna pequena;
- Espelho odontológico;
- Massageador de gengiva com extremidade de borracha;
Você também pode ser capaz de obter alguns suportes para radiografia odontológica com seu dentista antes da consulta, para que seu filho possa praticar mordendo esse suporte e familiarizar-se para caso seja necessário realizar alguma radiografia. Os autistas geralmente utilizam suportes e planejamentos visuais.
Conhecendo o dentista:
Seu filho provavelmente conhecerá o dentista na sala de espera. Você pode ligar antes, para verificar se o dentista está atendendo na hora certa. Caso a agenda esteja atrasada e você julgue que seu filho pode ficar ansioso na sala de espera, você pode perguntar à recepcionista se vocês poderiam esperar no carro e pedir-lhe para ligar para o seu celular quando o dentista estiver pronto para atender seu filho. Leve o brinquedo favorito ou uma recompensa para o trabalho bem feito. Você também pode levar um familiar, professor ou especialista em autismo para ajudar a tornar a consulta um sucesso.
Conselhos para os especialistas:

- Desenvolva uma relação com seu paciente autista.
- Fale em uma voz calma e suave.
- Abaixe-se até a altura da criança e transmita segurança e tranquilidade.
- Não pergunte a criança se ela quer vir com você, apenas diga suavemente para ela o que você vai fazer em seguida.
- Seja coerente.
Preparando seu consultório:
 Uma vez que cada criança autista é diferente, algumas sugestões podem funcionar para um paciente, e não funcionar para o outro:
- Pergunte primeiro aos pais, se existem algumas sugestões que possam melhor atender as necessidades de seu paciente com TEA.
- Diminua as luzes se necessário.
- Desligue ruídos altos.
- Ligue os instrumentos para que a criança possa observá-los antes de iniciar o procedimento.
- Arrume seu consultório, a bagunça pode distrair a criança ou torna-la ansiosa.
- Deixe a criança saber o que você vai fazer.
- Você pode mostrar para a criança na mão dela, como você vai contar os seus dentes, para que ela saiba o que vai acontecer.
- Certifique-se de fornecer informações claras e precisas, quando falar com a criança. Termine cada consulta com uma observação positiva, para que você e seu paciente possam construir o sucesso dessa parceria.
Às vezes, podem ser necessárias várias consultas para completar um exame odontológico. Se você trabalhar com a família nesse processo, você vai construir uma relação em conjunto que irá resultar em um maior tempo de boa saúde oral para as crianças autistas.
Fonte: http://www.autismoerealidade.org

O desfralde de crianças com TID

O desfralde de crianças com TID 

O atraso de desenvolvimento presente no Autismo e outros Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, dificulta a aquisição de habilidades, diferentemente de pessoas com desenvolvimento típico, que à medida que cresce desenvolvem maior independência de modo gradual e progressivo. Com isto, é necessário que seja ensinado às pessoas com Autismo tudo, até mesmo o que parece uma habilidade simples que ao longo da vida aprende-se de forma espontânea, para eles tem que ser ensinado.

Um problema levantado pelos pais de pessoas com Autismo é a dificuldade em tirar a fralda dos filhos. Inicialmente, o mais importante para começar o desfralde de alguma criança com Autismo é ter em mente que serão necessário paciência, persistência e confiança, porque para obtermos sucesso no desfralde, é indicado iniciar quanto mais cedo possível, em torno de dois anos e meio e três anos de idade. E ao tomar a decisão de iniciar o desfralde, a fralda não deverá mais ser colocada novamente na criança em nenhum momento seja para dormir, passear de carro, ficar na escola.

As crianças com Autismo podem ficar confusas, sem saber quando pode fazer as necessidades na fralda ou não. Pode ocorrer de algumas crianças segurarem suas necessidades até o momento em que é colocada a fralda, por fazerem associação de que xixi e cocô são só na fralda. Por isso é necessário que ela associe as suas necessidades agora ao vaso sanitário e não seja mais colocada a fralda.

É recomendado levar a criança ao banheiro com frequência, inicialmente com pequenos intervalos de tempo, deixando sempre a criança no vaso sanitário um tempo também inicialmente reduzido.

Começamos com os pequenos intervalos de tempo que devem ser aumentados conforme o desenvolvimento do ensino. Exemplo: iniciou-se o treinamento com um intervalo de dez em dez minutos, deixando a criança de 30 segundos a um minuto no vaso sanitário, foi observado que a criança está fazendo várias vezes as suas necessidades no vaso sanitário, com isso pode-se aumentar o intervalo de tempo de idas ao banheiro para 15 em 15 minutos e assim sucessivamente.

Sugere-se também registrar os horários em que ocorrem o xixi e o cocô para ser possível ter uma noção de seus horários e lhe dar uma idéia do tempo de intervalo que pode ser praticado com a criança.

Transtorno do Espectro Autista


Mais recentemente, o Autismo, tem sido usado o termo “Transtorno do Espectro Autista” (TEA), reconhecendo que a pessoa pode ter diferentes graus de comprometimento, que pode ser possível que “movimentem-se” ao longo do espectro, ou seja, que suas habilidades e comportamentos fiquem mais próximos do esperado para sua idade cronológica. Algumas crianças até “saem” do espectro autista. Para isso é preciso uma dedicação e desafios específicos como a comunicação, habilidades sociais, habilidades para brincar, processamento visual e auditivo, auto-estimulação, reforçadores incomuns, dificuldade em aprender pela observação do outro e aprendizado mais lento.
Para entender melhor o termo espectro autista, seriam importante termos melhores definições das categorias dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. O conceito de espectro autista (EA) nos ajuda a compreender que quando falamos do Autismo e os outros transtornos, empregamos termos comuns para pessoas muito diferentes. O rótulo “autismo” parece remeter a um conjunto bastante heterogêneo de individualidades, cujos níveis evolutivos, necessidades educativas e terapêuticas e perspectivas vitais são bastante diferentes.
As alterações que as pessoas com espectro autismo apresentam, dependem de fatores como a associação ou não do Autismo (com atraso mental mais ou menos grave), a gravidade do transtorno que apresentam, a idade (momento evolutivo) da pessoa autista, o sexo (o transtorno autista afeta com maior freqüência pessoas do sexo masculino, porém com maior gravidade de alterações nas mulheres do que nos homens), a adequação e a eficiência dos tratamentos utilizados e das experiências de aprendizagem, e o compromisso e o apoio da família.
Wing e Gould (1979) através de suas pesquisas chegaram a um resultado com enormes conseqüências práticas: os traços do espectro autista não se produzem apenas em pessoas com TID, mas em outras cujo desenvolvimento é afetado por diferentes causas como atrasos de origem metabólica ou genética, epilepsias da primeira infância que são acompanhadas de atraso mental (como a Síndrome de West), alterações associadas a quadros de incapacidade sensorial, etc.
Em 1988, Lorna Wing diferenciou quatro principais dimensões de variação do espectro autista: transtornos nas capacidades de reconhecimento social, nas capacidades de comunicação social, nos padrões repetitivos de atividades, que referem-se também a outras funções psicológicas, como a linguagem, a resposta a estímulos sensoriais, a coordenação motora e as capacidades cognitivas.
No conceito de espectro autista, desenvolveu-se um conjunto de doze dimensões que se alternam sistematicamente nos quadros de Autismo e em todos aqueles que envolvem espectro autista. Para cada dimensão estabeleceram-se quatro níveis: o primeiro é o que caracteriza as pessoas com um transtorno significativo, um quadro mais grave, níveis cognitivos mais baixos, frequentemente crianças menores e pessoas que não receberam um tratamento adequado.  O quarto nível é caracterizado por aqueles com transtornos menos grave e define de modo muito característico pessoas que apresentam a Síndrome de Asperger. As doze dimensões que diferenciamos são:
1.Transtornos qualitativos da relação social
2.Transtornos qualitativos das capacidades de referência conjunta (ação, atenção e preocupação conjuntas)
3. Transtornos qualitativos das capacidades intersubjetivas e mentalistas
4.Transtornos qualitativos das funções comunicativas
5.Transtornos qualitativos da linguagem expressiva
6.Transtornos qualitativos da linguagem compreensiva/receptiva
7.Transtornos qualitativos das competências de antecipação
8.Transtornos qualitativos da flexibilidade mental e da flexibilidade comportamenta
9.Transtorno qualitativo do sentido da atividade própria
10.Transtornos qualitativos da imaginação e das capacidades de ficção
11.Transtornos qualitativos das capacidades de imitação
12.Transtornos da suspensão (da capacidade de criar significantes)

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO


PROCESSO-CONSULTA CFM nº 14/11 – PARECER CFM nº 42/12
INTERESSADO: Ministério Público Federal de Santa Catarina
ASSUNTO: O que é déficit de atenção e hiperatividade
RELATOR: Cons. Emmanuel Fortes S. Cavalcanti

EMENTA: O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é patologia cujo diagnóstico deve
obedecer a rigoroso critério médico, com estratégia terapêutica medicamentosa e/ou psicoterápica,
requerendo ainda uma rede de apoio psicopedagógico e sociofamiliar, sendo previsto no Código Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como categoria diagnóstica no Grupo F 90. Seu diagnóstico e tratamento precoce previne severos prejuízos para o aprendizado à integração social, familiar e ocupacional, bem como à drogadição, principalmente
quando associado, nesse último caso, a transtorno de conduta (Grupo CID 10 F 91).


PROCESSO-CONSULTA CFM nº 14/11 – PARECER CFM nº 42/12
INTERESSADO: Ministério Público Federal de Santa Catarina
ASSUNTO: O que é déficit de atenção e hiperatividade
RELATOR: Cons. Emmanuel Fortes S. Cavalcanti
EMENTA: O transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade é patologia cujo diagnóstico deve
obedecer a rigoroso critério médico, com estratégia
terapêutica medicamentosa e/ou psicoterápica,
requerendo ainda uma rede de apoio psicopedagógico e
sociofamiliar, sendo previsto no Código Internacional de
Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde
como categoria diagnóstica no Grupo F 90. Seu
diagnóstico e tratamento precoce previne severos
prejuízos para o aprendizado à integração social, familiar
e ocupacional, bem como à drogadição, principalmente
quando associado, nesse último caso, a transtorno de
conduta (Grupo CID 10 F 91).

DA CONSULTA

O Ministério Público Federal de Santa Catarina remete ao CFM as seguintes
perguntas:
1) O que é transtorno de déficit de atenção? Qual o CID10? Qual sua
prevalência em crianças e adolescentes no âmbito de atuação desse ente?
Quais as características do agravo? Quais seus efeitos sobre as crianças e
adolescentes? Qual o prejuízo que o agravo ocasiona ou pode ocasionar na
educação da criança e do adolescente?
2) O que é hiperatividade? Qual o CID 10? Qual sua prevalência em crianças e
adolescentes no âmbito de atuação desse ente? Quais as características do
agravo? Quais seus efeitos sobre as crianças e adolescentes? Qual o
prejuízo que o agravo ocasiona ou pode ocasionar na educação da criança e
do adolescente?