sábado, 18 de agosto de 2012

Hipóteses de Escrita - Alfabetização!

 

Aquisição da Escrita


O processo de alfabetização, o período de aquisição da escrita, passa por quatro diferentes fases, sendo elas: pré-silábica, silábica, silábica-alfabética e alfabética.
Ao passar por cada uma dessas fases, a criança vai construindo a sua escrita de forma a perceber que a palavra é composta por várias letras, diferentes símbolos, e que se fragmentadas em pedaços não tem significado. Na verdade, trabalha-se com a palavra como um todo e não mais com partes (sílabas) que se agrupam para formá-las.
Exercícios de cobrir linhas pontilhadas servem para desenvolver a coordenação motora fina, mas esta pode ser trabalhada de outras formas como: massinha; colagens feitas com objetos pequenos, como macarrões de sopinha, grãos, miçangas,além de punção e alinhavos, e vários outros.
o processo de desenvolvimento da escrita depende do parte cognitiva e motora. É preciso que a criança compreenda a formação da palavra, identifique os diferentes sons relacionados aos diversos códigos, estabeleça em seu pensamento essas construções. 
Este aprendizado exige das crianças um grande domínio motor. Para escrever em cursiva é necessário que a criança realize atividades que antecedam a escrita, atividades estas relacionadas à psicomotricidade.Atividades lúdicas e muito divertidas!
Uma destas atividades é o uso de massinha de modelar. Primeiramente trabalhamos a musculatura das mãos com movimentos específicos para, mais tarde, escrevermos nossos nomes utilizando a massinha.
Com a aula Educação Física pode desenvolver a motricidade com atividades muito divertidas!
A letra de fôrma é mais fácil de aprender pois está inserida nos livros, logotipos, cartazes, rótulos, etc. Faz parte do contexto da criança muito mais do que a letra cursiva. A escrita cursiva é parte integrante de nossa cultura; porém, é muito mais simples usar a letra de fôrma devido à facilidade de seu traçado.
Esta escolha está relacionada ao processo de construção das hipóteses da escrita. Durante a alfabetização inicial, os pequenos trabalham pensando quais e quantas letras são necessárias para escrever as palavras. As letras de fôrma maiúsculas são as ideais para essa tarefa, já que são caracteres isolados e com traçado simples - diferentemente das cursivas, emendadas umas às outras. O aprendizado das chamadas letras de mão deve ser trabalhado com crianças alfabéticas, que já têm a lógica do sistema de escrita organizada. Antes de estarem alfabetizadas, elas entram em contato naturalmente com as letras cursivas.


  
Mesmo antes de saber ler e escrever convencionalmente, a criança tem suas próprias idéias de como ler e escrever.
Ao compreendermos que a criança chega à escola trazendo muitos "saberes" sobre leitura e escrita, construídos a partir das suas vivências, estamos possibilitando que ela faça leituras e escritas segundo suas possibilidades e de acordo com os conhecimentos que foram construídos até aquele momento.
As pesquisas realizadas por Emília Ferreiro mostram-nos que a criança aprende a ler e a escrever porque é desafiada a confrontar suas hipóteses sobre leitura e escrita com outras possibilidades (convencionais) que serão oferecidas pelo professor.
As pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky apontam para as hipóteses que a criança constrói neste processo. Estas hipóteses estão descritas em seu livro ''A Psicogênese da Língua Escrita":           .

          HIPÓTESE PRÉ-Silábica:

CARACTERÍSTICAS:

- Escrever e desenhar têm o mesmo significado;
- Não relaciona a escrita com a fala;
- Não diferencia letras de números;
- Reproduz traços típicos da escrita de forma desordenada;
- Supõe que a palavra representa o objeto e não o seu nome;
- Acredita que coisas grandes têm um nome grande e coisas pequenas

Têm um nome pequeno (realismo nominal);
- Usa as letras do nome para escrever tudo;
- Não aceita que seja possível escrever e ler com menos de três letras;
- Leitura global: lê a palavra como um todo.

CONFLITOS VIVIDOS PELA CRIANÇA NESTA ETAPA:

- Que sinais-eu uso para escrever palavras?
- Conhecer o significado dos sinais escritos.

AVANÇOS:
- Diferenciar o desenho da escrita;
- Perceber as letras e seus sons;
- Identificar e escrever o próprio nome;
- Identificar o nome dos colegas;
- Perceber que usamos letras diferentes em diferentes posições.
ATIVIDADES FAVORÁVEIS:
- Desenhar e escrever o que desenhou;
- Usar o nome em situações significativas: marcar atividades, objetos,
utilizá-Io em jogos, bilhetes, etc;
- Ouvir leitura feita diária pela professora e poder recontá-Ia;
- Ter contato com diferentes portadores de textos;
- Freqüentar a biblioteca, banca de jornais, elc;
- Reconhecer e ler o próprio nome em situações significativas: chamadas, jogos, etc;
- Conversar sobre a função da escrita;

- Utilizar letras móveis para pesquisar nomes, reproduzir o próprio nome ou dos amigos;

- Bingo de letras;
- Produção oral de histórias;
- Escrita espontânea;
- Textos coletivos tendo o professor como escriba;
- Aumentar o repertório de letras;
- Leitura dos nomes das crianças da classe, quando isto for significativo.
- Comparar e relacionar palavras;
- Produzir textos de forma não convencional;
- Identificar personagens conhecidos a partir de seus nomes, ou escrever seus nomes de acordo com sua possibilidade;
- Recitar textos memorizados: parlendas, poemas, músicas, etc;
- Atividades em que seja preciso reconhecer a letra inicial e a letra final;
- Atividades que apontem para a variação da quantidade de letras;
- Completar palavras usando a letra inicial e final;
- Escrita de listas em que isto tenha significado: listar o que usamos na hora do lanche, o que tem numa festa de aniversário, etc.

          HIPÓTESE SILÁBICA:

CARACTERÍSTICAS:
- Para cada fonema, usa uma letra para representá-lo,
- Pode, ou não, atribuir valor sonoro à letra.
- Pode usar muitas letras para escrever e ao fazer a leitura, apontar uma letra para cada fonema.
- Ao escrever frases, pode usar uma letra para cada palavra.
CONFLITOS VIVIDOS PELA CRIANÇA NESTA ETAPA:
- A escrita está vincula à pronúncia das partes da palavra?
- Como ajustar a escrita à fala?
- Qual a quantidade mínima de letras necessárias para se escrever?
AVANÇOS:
- Atribuir valor sonoro às letras.
- Aceitar que não é preciso muitas letras para se escrever, apenas o necessário para representar a fala.
- Perceber que palavras diferentes são escritas com letras em ordens diferentes.
ATIVIDADES FAVORÁVEIS:
- Todas as atividades do nível anterior.
- Comparar e relacionar escritas de palavras diversas.
- Escrever pequenos textos memorizados (parlendas, poemas, músicas, trava-línguas...).
-Completar palavras com letras para evidenciar seu som: camelo =
c         m    l ou     a       e       o.
- Relacionar personagens a partir do nome escrito.
- Relacionar figura às palavras, através do reconhecimento da letra inicial.
-Ter contato com a escrita convencional em atividades significativas:
Reconhecer letras em um pequeno texto conhecido. - Leitura de textos conhecidos.
- Relacionar textos memorizados com sua grafia.
-Cruzadinhas.
- Caça-palavras.
- Completar lacunas em textos e palavras.
       - Construir um dicionário ilustrado, desde que o tema seja significativo.
- Evidenciar rimas entre as palavras;
- Usar o alfabeto móvel para escritas significativas;
-Jogos variados para associar o desenho e seu nome;
- Colocar letras em ordem alfabética;
- Contar a quantidade de palavras de uma frase.
SILÁBICA-ALFABÉTICA: 
CARACTERÍSTICAS

- Compreende que a escrita representa os sons da fala;
- Percebe a necessidade de mais de uma letra para a maioria das sílabas;
- Reconhece o som das letras;
- Pode dar ênfase a escrita do som só das vogais ou só das consoantes:
bola= ao ou bl;
- Atribui o valor do fonema em algumas letras: cabelo = kblo.
CONFLITOS VIVIDOS PELA CRIANÇA NESTA ETAPA:
- Como fazer a escrita dela ser lida por outras pessoas?
- Como separar as palavras na escrita se isto não acontece na fala?
- Como adequar a escrita à quantidade mínima de caracteres?
AVANÇOS:
- Usar mais de uma letra para representar o fonema quando necessário;
- Atribuir o valor sonoro das letras.
ATIVIDADES FAVORÁVEIS:
- As mesmas do nível anterior;
- Separar as palavras de um texto memorizado;
- Generalizar os conhecimentos para escrever palavras que não conhece:
associar o "GA' do nome da "GABRlELA' para escrever "GAROTA', "GA VETA' ... ; - Ditado de palavras conhecidas;
- Produzir pequenos textos;
- Reescrever histórias.
ALFABÉTICA:
 CARACTERÍSTICAS

- Compreende a função social da escrita: comunicação;
- Conhece o valor sonoro de todas ou quase todas as letras;
- Apresenta estabilidade na escrita das palavras;
- Compreende que cada letra corresponde aos menores valores sonoros da sílaba;
- Procura adequar a escrita à fala;
- Faz leitura com ou sem imagem;
- Inicia preocupação com as questões ortográficas;
- Separa as palavras quando escreve frases;
- Produz textos de forma convencional.
CONFLITOS VIVIDOS PELA CRIANÇA NESTA ETAPA:
- Por que escrevemos de uma forma e falamos de outra?
- Como distinguir letras, sílabas e frases?
- Como aprender as convenções da língua escrita?
AVANÇOS:
- Preocupação com as questões ortográficas e textuais (parágrafo e pontuação).
-Usar a letra cursiva.
ATMDADES FAVORÁVEIS:
- Todas as anteriores;
- Leituras diversas;
- Escrita de listas de palavras que apresentem as mesmas regularidades
ortográficas em momentos em que isto seja significativo;

- Atividades a partir de um texto: leitura, localização de palavras ou frases;

ordenar o texto;
-jogos diversos como bingo de letras e palavras; forca ...

Diagnóstico e Atendimento Psicopedagó

Diagnóstico e Atendimento Psicopedagógico



O psicopedagogo necessita fazer inicialmente a coleta de todos os dados significativos do momento presente do seu cliente, já partindo  da queixa (eixo horizontal), bem como de sua história de vida, ou seja, investigando o como foi se desenvolvendo  desde o nascimento e interagindo   com o meio familiar, escolar e social (eixo vertical).
Partindo dessa análise, primeiro sistema de hipóteses, o psicopedagogo terá condições de investigar e verificar  as estruturas e modalidades de aprendizagem que o cliente construiu. Deverá então, escolher e fazer  à  aplicação dos instrumentos de avaliação psicopedagógica mais indicados para o caso.
Obtendo os resultados da avaliação, o psicopedagogo terá condições de elencar o segundo sistema de hipóteses, o qual permitirá a ele, fazer a proposta de intervenção ao cliente e a devolução aos interessados (família e escola), definindo o enquadramento do trabalho a ser realizado e o possível prognóstico.
Acredito que, partindo de  hipóteses bem elaboradas, o psicopedagogo terá subsídios significativos para  também fazer psicopedagogicamente um trabalho com qualidade.

A importância da Observação, 

do Registro e da Parceria


No movimento individual que se faz quanto á organização do pensamento, produção de texto, deve-se esperar o que a criança está acreditando estar certo para ela, mesmo que seja uma linha.
Temos que deixar a criança à vontade e se as dúvidas aparecem, penso que não é no momento do teste que deverão ser sanadas. Você observa, registra e depois faz suas conclusões do que a criança está dominando para a sua idade e série(ano) e o que você poderá estar realizando como intervenção, os instrumentos facilitadores para aprendizagem, a estimulação para a leitura e escrita. Com certeza, estará permitindo com que a criança encontre o seu caminho para motivar-se a escrita e leitura.
Apesar de sua flexibilidade, convém salientar que a utilização do Método Clínico está diretamente condicionada ao objetivo a que se propõe, qual seja o de avaliar o desenvolvimento da inteligência. Como a cognição é constituída por habilidades de diversas naturezas, é importante que o examinador compreenda bem os conceitos envolvidos para definir adequadamente o âmbito das perguntas a serem feitas. Por outro lado, é também extremamente importante que ele registre as respostas do sujeito da forma como ele as formulou, ficando atento para o processo de pensamento que é explicitado pela linguagem.
O contato com a família e com a escola, será muito importantes para averiguar se há progressos e o que se espera dela enquanto construtora de conhecimento. Os pais e o professor podem ser grandes aliados para o trabalho psicopedagógico.

As propostas do lúdico na fase de coleta de dados  no diagnóstico psicopedagógico clínico:


O jogo é uma forma de aproximação e observação do cliente com o terapeuta, que terá por conseguinte, a oportunidade de investigar pelo lúdico, as características subjetivas do cliente, o qual poderá revelar o como está processando a construção de sua ação sobre a realidade, demonstrando de forma espontânea, dados relevantes sobre as modalidades de aprendizagem que o mesmo possui. Com certeza dará indícios para um diagnóstico mais apurado para o trabalho psicopedagógico clínico.

 Passos para a elaboração 

do diagnóstico psicopedagógico:


a)Deve-se realizar o diagnóstico psicopedagógico clinico para averiguar e analisar a modalidade de aprendizagem do cliente, correlacionando aspectos de sua história pregressa e atual, bem como a estruturação de sua aprendizagem.
b)Deverá ter um tempo estipulado de seis a sete sessões e que contemple cada uma o tempo de quarenta e cinco minutos, visando realizar:
1- Duas sessões para a fase de coleta de dados;
2-Três a Quatro sessões para a aplicação de instrumentos de avaliação psicopedagógica;
3- Uma sessão de devolução.

Modalidade de Aprendizagem


É o modo próprio e particular que cada ser humano tem para se apropriar/construir conhecimentos e de se relacionar com eles.
Sugestão: o artigo Avaliação Psicopedagógica, elaborado pela Supervisora e Terapeuta Psicopedagógica, Maria das Graças Sobral Griz, é uma boa leitura para complemento e compreensão da modalidade de aprendizagem.
Está disponível no site www.psicpedagogia.com.br. Ano de 2002.

Texto: Filhos são como navios

 
Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.

Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.

Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.

E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.

Assim são os FILHOS.



Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.

Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.

Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um:

A CAPACIDADE DE SER FELIZ. 

  A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos. e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que

“QUEM AMA EDUCA”.
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”


Anexos: 
Sugestões de  Modelos  de Barquinhos para pintura, Dobradura para confecção e Painel para construção coletiva. 
Inspire-se, use e abuse de material diverso e de sua criatividade!




 





        Na aventura de aprender, pais e professores são a  bússola para o caminho de descobertas e aprendizados na escola e na vida de cada aprendiz

Filhos são como navios

Família tem TAREFA em CASA e de CASA!

EDUCAR CRIANÇAS É TAREFA DA FAMÍLIA.

Não há receitas prontas e nem milagrosas.
Há sempre, na maioria dos casos, boa vontade em querer acertar na educação das crianças.
Valer-se de dicas, relato de experiências bem sucedidas e tentar realizar na prática, pode trazer bons resultados. O importante é tentar e fazer acontecer  numa educação de qualidade. Segue em anexo, algumas dicas que considero relevantes e significativas.
Retirei da postagem Projeto Infância
Espero que possa contribuir. Confira!
                                                         (Rosangela L. Scheur Vali)

Educar crianças...alguns passos que podem dar  certo!

O ideal é que a criança adormeça sozinha; os pais não devem permanecer no quarto dos filhos até dormirem. Também é essencial que durmam em seu próprio quarto. Devem ter um horário fixo para ir à cama.  Crianças de 6 a 8 anos devem ter 11 horas de sono por noite. De 9 a 11 anos devem ter 10 horas e de 12 anos ou mais 9 horas de sono. Procure incentivar seu filho a fazer atividades tranqüilas como ler, escrever em diário, escutar uma estória. Nada de televisão ou brincadeiras agitadas.
 Sempre que precisar chamar atenção, dar uma bronca, ou alguma instrução, abaixe e fique “cara- a cara” com a criança. Vá até a criança quando precisar falar com ela. Não adianta gritar quando estiver longe. Ela somente irá parar de fazer o que estiver fazendo se você pessoalmente intervir em sua atividade.
O ideal para o castigo é que a coloque em algum lugar onde não possa realizar atividades e mostre em um relógio o tempo que ficará de castigo. Quanto menor a criança menor o tempo.
A criança precisa aprender a guardar seus brinquedos. Avise antes de espalhar que assim que acabar a brincadeira ela terá que guardá-los. Se for uma criança pequena você podeajudá-la nesta tarefa. Jamais peça para o irmão mais velho juntar a bagunça do mais novo. 
É de fundamental importância que os pais/responsáveis tirem pelo menos 20 minutos de seu dia, ou um período maior no final de semana para brincar, escutar seu filho. Você pode escolher o momento em que estiver fazendo algo que te agrade mais, como jogar uma bola, ou assistir um desenho.
É de fundamental importância que criança conviva com outras crianças o máximo possível.  Criança precisa aprender a ser criança, e não a ser gente grande. É necessário compreender o mundo infantil e não tratar seu filho como um adulto em miniatura.



Deixar seu filho sem fazer algo que goste com a intenção de castigá-lo, não é a maneira ideal. Desta forma, aprenderá a fazer a sua obrigação em troca de alguma outra coisa ( estudar para poder jogar vídeo-game). O sentido do castigo se perde, e ela aprende a obedecer somente em troca de algo. 

Castigo prometido deve ser cumprido à risca. Portanto, NUNCA diga que colocará a criança de castigo se continuar fazendo algo errado, se não estiver realmente com a intenção de colocá-la. Ameaçar e não cumprir faz com que suas palavras percam a credibilidade.
Toda criança deve seguir uma rotina. Ter horários para se alimentar, brincar, fazer tarefas, fazer esportes, usar o computador, TV , vídeo- game, etc.
                                                            
A criança precisa ter um horário estabelecido para usar o computador. Não pode passar todo o seu tempo livre em frente ao computador ou à televisão. Criança também PRECISA brincar longe dos eletrônicos.
A alimentação também deve ter seus horários pré-estabelecidos. A criança não deve passar o dia comendo sempre que desejar.Para as crianças pequenas que demonstram-se sem apetite, tente enfeitar o prato de forma lúdica, ou contar estorinhas, tornando o momento da refeição prazeroso.
Na hora das tarefas de casa, o ideal é que os pais apenas ajudem as crianças com as suas dúvidas, não sendo necessário que fiquem o tempo todo sentado ao seu lado enquanto realizam suas atividades escolares.
Para educar não é necessário intimidar, passar medo ou ser autoritário com a criança. Deixá-la com medo não significa respeito. Para ganhar o respeito de seu filho, converse muito e sempre se abaixe para orientá-lo.

Autoestima-ConstruAção!

 

Razão e emoção, os fundamentos 
   Sugere-se recordar sobre o principal significado da autoestima. É a confiança na eficiência da nossa mente, em nossa capacidade de aprender, de fazer escolhas e tomar decisões apropriadas e lidar com mudanças.
   Acredita-se na existência de duas mentes. Uma que se emociona, sente, comove, adapta. Outra que compreende, analisa, pondera, reflete.
   O psicólogo Goleman (1995) após intensa pesquisa científica, afirmou que se é impulsionado pela emoção, cujo controle é essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo.
    A emoção está para a razão assim como o prazer está para o aprendizado.
  A autoestima é a ferramenta que movimenta os estímulos para gerar bons resultados.
     A autoestima exige assertividade.

A construção da afetividade  à  autoestima segundo Henri Wallon

O modelo de análise ao pensar o desenvolvimento humano, foi desenvolvido por Wallon (1981) que estudou-o a partir da ênfase dada ao desenvolvimento psíquico da criança Wallon (1981) realiza um estudo que é centrado na criança contextualizada, onde o ritmo no qual se sucedem as etapas do desenvolvimento é descontínuo.
       Wallon (1981) propõe a psicogênese da pessoa completa, ou seja, o estudo integrado do desenvolvimento considera o sujeito como “geneticamente social” segundo ele é preciso  estudar a criança contextualizada  observando os aspectos: afetivo, motor e cognitivo.

Psicopedagogia/Escola/Família - Educação com disciplina ou indisciplina?

 


 DISCIPLINA X INDISCIPLINA...
fundamentos teóricos e práticos

A indisciplina é um fenômeno complexo, interdisciplinar e contextualizado, que tem  crescido muito nas últimas décadas e está presente tanto na escola pública, quanto na privada, no ensino fundamental, como no ensino médio. 

A intervenção psicopedagógica, ajudará no processo de mediação e/ou a solução do problema a partir do estabelecimento de uma relação dialógica e de processos grupais entre os atores envolvidos, quais sejam: escola – aluno – família. 

A proposta de intervenção psicopedagógica consiste no entendimento, na construção e desconstrução dos significados da indisciplina escolar, na busca por suas causas e descoberta das consequências, mas, sobretudo, na busca conjunta por soluções. O psicopedagogo mediará tarefas a partir de trabalhos com os grupos operativos. A aproximação, o diálogo, a construção da identidade, indivíduo-grupo, como também, a construção e desconstrução de conceitos, possibilitada mudanças na forma como professores, alunos, e pais percebem o espaço e papel da escolar, e de si mesmo, a própria indisciplina. Aos poucos, como construto de muitas mãos e processo conjuntos, poderá emergir ações minimizadoras do problema da indisciplina.

Sabemos que a estrutura familiar foi modificada ao longo dos anos, alguns pais já não impõem os mesmos limites que eram impostos antigamente. Há famílias que deixam, exclusivamente, para a escola a incumbência de ensinar limites e valores aos seus filhos. Isto acarreta mais "trabalho" para o professor, mas não fazê-lo só irá prejudicar ainda mais o cotidiano em sala de aula.
Não é raro presenciar alunos que desrespeitam seus pais em público, nem por isso deve-se tolerar o desrespeito ao professor. Por mais que a criança não tenha regras e limites perante a família, deve ser orientada que o mesmo não será tolerado no ambiente escolar. Nos primeiros anos das séries iniciais as crianças incorporam facilmente os limites e regras, mesmo que em família isto não ocorra. Há o relato de Caio, um aluno do 2º ano do fundamental que em casa não colabora com a mãe e evita a execução de qualquer ordem imposta por ela, além de respondê-la com total falta de educação. Quando não é atendida opta pela famosa "surra". Já em sala o mesmo aluno, mantêm o material organizado e sempre executa suas atividades escolares e com raras exceções é necessário chamar sua atenção mais que uma vez. Pode-se analisar que o erro esta na conduta da mãe, pois esta não deixa claro ao filho os limites e regras que deve seguir, além de não ser um modelo a ser seguido, pois já o abandou inúmeras vezes devido a depressão.