sexta-feira, 29 de março de 2013
TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS NA INFÂNCIA
O pensar, a capacidade de utilizar uma linguagem escrita, falada ou ainda de experimentar sentimentos não nascem com a criança, estando profundamente relacionados a seu desenvolvimento.
Desde o nascimento, o bebê vai tendo experiências na relação com a mãe ou com quem o cuida que lhe vão permitindo, de forma rudimentar, classificar "o que é igual ou diferente". Ao cuidar do bebê, a mãe deverá ser capaz de "traduzir", à sua maneira, as necessidades do mesmo. Os gestos ou tipos de cuidados fazem com que o bebê aprenda a discriminar as suas sensações do ambiente externo. Dessa maneira, é de suma importância que o cuidador tolere sensivelmente o desconforto do bebê, administrando os cuidados necessários afetivamente, para que dessa maneira a criança construa uma integrada condição emocional.
Existem, entretanto, transtornos psiquiátricos que podem ocorrer no desenvolvimento da criança, os quais examinaremos a seguir e que são:
Transtornos da aprendizagem, transtornos das habilidades motoras e transtornos da comunicação (linguagem)
Os transtornos da aprendizagem referem-se a dificuldades na leitura, na capacidade matemática ou nas habilidades de escrita, medidas por testes padrões que estão substancialmente abaixo do esperado, considerando-se a idade da criança, seu quociente de inteligência (QI ) e grau de escolaridade.
TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
O que é?
A hiperatividade e déficit de atenção é um problema mais comumente visto em crianças e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema, mas para haver o diagnóstico desse transtorno a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.
Quem apresenta?
Estima-se que cerca de 3 a 6% das crianças na idade escolar (mais ou menos de 6 a 12 anos de idade) apresentem hiperatividade e/ou déficit de atenção. O diagnóstico antes dos quatro ou cinco anos raramente é feito, pois o comportamento das crianças nessa idade é muito variável, e a atenção não é tão exigida quanto de crianças maiores. Mesmo assim, algumas crianças desenvolvem o transtorno numa idade bem precoce. Aproximadamente 60% dos pacientes que apresentaram TDAH na infância permanecem com sintomas na idade adulta, embora que em menor grau de intensidade. Na infância, o transtorno é mais comum em meninos e predominam os sintomas de hiperatividade. Com o passar dos anos, os sintomas de hiperatividade tendem a diminuir, permanecendo mais freqüentemente a desatenção, e diminuindo a proporção homem x mulher, que passa a ser de um para um.
Como se desenvolve?
Geralmente o problema é mais notado quando a criança inicia atividades de aprendizado na escola, pelos professores das séries iniciais, quando o ajustamento à escola mostra-se comprometido. Durante o início da adolescência o quadro geralmente mantém-se o mesmo, com problemas predominantemente escolares, mas no final da adolescência e início da vida adulta o transtorno pode acompanhar-se de problemas de conduta (mau comportamento) e problemas de trabalho e de relacionamentos com outras pessoas. Porém, no final da adolescência e início da vida adulta ocorre melhora global dos sintomas, principalmente da hiperatividade, o que permite que muitos pacientes adultos não necessitem mais realizar tratamento medicamentoso para os sintomas.
O que causa?
Os estudos mais recentes apontam para a genética como principal causa relacionada ao transtorno. Aproximadamente 75% das chances de alguém desenvolver ou não o TDAH são herdadas dos pais. Além da genética, situações externas como o fumo durante a gestação também parecem estar relacionados com o transtorno. Fatores orgânicos como atrasado no amadurecimento de determinadas áreas cerebrais, e alterações em alguns de seus circuitos estão atualmente relacionados com o aparecimento dos sintomas. Supõe-se que todos esses fatores formem uma predisposição básica (orgânica) do indivíduo para desenvolver o problema, que pode vir a se manifestar quando a pessoa é submetida a um nível maior de exigência de concentração e desempenho. Além disso, a exposição a eventos psicológicos estressantes, como uma perturbação no equilíbrio familiar, ou outros fatores geradores de ansiedade, podem agir como desencadeadores ou mantenedores dos sintomas.
terça-feira, 26 de março de 2013
A IDADE DO CÉREBRO É IGUAL À IDADE DA MENTE?
Em boa verdade, não. Por isso é que há muitos idosos com uma mente inegavelmente jovem e muita gente nova mentalmente envelhecida. Pode parecer um exagero, até mesmo uma impossibilidade, mas não é. Mais: não se trata de uma fantasia mas de uma constatação que os estudos científicos têm vindo a confirmar sucessivamente.
Isto é muito interessante porque a mente deve ser daquelas poucas coisas do Universo que, com o avançar do tempo, em vez de envelhecer revela capacidade para se manter jovem, parecendo contrariar as leis da Natureza e da Vida.
Sabemos que, com o avançar dos anos, o corpo – onde se inclui o cérebro – vai sentindo os efeitos da chamada entropia (uma importante lei da Física que tem a ver com o desgaste e a perda de energia causada pelo tempo e por outros factores nocivos como certos estilos de vida). É o que acontece aos diferentes órgãos do nosso corpo que, cada um no seu ritmo e ao seu jeito, vão perdendo o vigor da juventude e envelhecendo. Aliás, é um processo que começa bem cedo na vida mas de que as pessoas só tomam consciência sobretudo a partir da meia-idade.
Voltando ao assunto da mente. Quer se queira quer não - e por muito que se pretenda acreditar que o cérebro e a mente são domínios distintos de uma mesma realidade - uma coisa é um neurónio ou uma rede de neurónios (observáveis, mensuráveis, etc.) e outra coisa, bem diferente, é um pensamento, uma ideia ou uma recordação. Os neurónios são células e fazem parte do cérebro; os pensamentos, as ideias e as recordações são já do domínio da psique, ainda que esta apenas seja possível graças à actividade do cérebro. O cérebro é um órgão mas a psique (ou mente) é um campo de energia e informação (produzido por aquele).
Aqui chegados já começamos a vislumbrar a natureza da mente. Esta é estruturada e dinamizada pela experiência, os estímulos e as aprendizagens obtidas em cada instante da vida. Assim, quanto mais anos de vida tiver a nossa mente, mais experiência e mais informações podemos acolher, gerir e acumular mesmo que o cérebro vá perdendo neurónios que não escapam à tal entropia (a qual conduz à chamada morte neuronal, ou seja, a morte gradual dos neurónios que pode atingir 10% dos 100 mil milhões que formam os cérebros adultos).
Levar uma vida saudável (activa, estimulante e criativa) revigora a mente, abre as portas a novos saberes e garante a agilidade do pensamento. Mesmo que o cérebro tenha 70, 80 ou 90 anos de idade, a mente da pessoa idosa não tem que ficar prisioneira do calendário. Ela pode sempre escapar à perda de vitalidade orgânica através do aprofundamento da sabedoria e da utilização das diferentes aptidões e capacidades (novas aprendizagens, saudáveis relações sociais, novas paixões e interesses, actividades produtivas, etc.). É assim que se constrói o chamado “envelhecimento óptimo”.
As mais recentes investigações científicas garantem que uma vida activa e mentalmente produtiva também aumenta a longevidade. E isso acontece porque o que fizermos com as nossas faculdades mentais tem influência directa no estado do organismo. É por isso que a idade cronológica (aquela que celebramos em cada aniversário) não tem de forçosamente corresponder à idade mental.
DICAS
Levante-se do sofá, saia, mantenha-se um membro activo da sua família, conviva com os amigos (se for necessário faça novas amizades), use a internet, passeie junto da Natureza, leia, interesse-se por diferentes saberes e em pouco tempo perceberá que a sua mente continua com um grande potencial de vida.
Vale a pena tentar pois os benefícios são muito compensadores!
Nelson S Lima
OGO: EIS O QUE ACONTECE NO SEU CÉREBRO
Observe as duas imagens em baixo. Existem várias diferenças entre elas. Tente encontrá-las rapidamente. Eis o que acontece no seu cérebro:
1. Ao identificar as figuras terá de usar o sistema da visão. Essa tarefa envolve os "lobos occipitais" (a vermelho na figura acima).
2. Depois tem de analisar as relações espaciais entre as figuras que vê. Isso vai exercitar os "lobos occipitais" e os "parietais" (a verde).
3. Vai ter de usar a memória para se recordar do que viu numa figura e comparar com a outra imagem. Usará então a chamada memória de curto prazo (memória de trabalho) que vai envolver outras zonas do cérebro: os "lobos frontais" (a azul) e os "lobos parietais" (a verde).
4. Finalmente, tem de assinalar onde encontrou as diferenças; isso envolverá, mais uma vez, os seus "lobos frontais"
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